
É um erro comum das pessoas acreditarem que nós nos envolvemos, e envolvemos os nossos poderes, em mistério por vontade nossa; que desejamos manter nosso conhecimento para nós mesmos, e que por nossa própria vontade nos recusamos a transmiti-lo (...). A verdade é que, até que o neófito atinja a condição necessária para aquele grau de Iluminação para o qual ele está qualificado e apto, a maior parte dos segredos, se não todos eles, é incomunicável. A iluminação deve vir de dentro de seu asé . Até lá, nenhum truque de encantamento ou jogo de aparências, nem palestras ou discussões metafísicas, e tampouco penitências auto-impostas, podem dar este direito . Todos estes são apenas meios para um fim, e a única coisa que podemos fazer é dirigir o uso destes meios (...). E há milhares de anos que isto não é segredo. Jejum, meditação, castidade em pensamento, palavra e ação; silêncio durante certos períodos de tempo ( Preceito ) para permitir que a própria natureza fale a quem se aproxime dela em busca de informação; domínio das paixões e impulsos animais; completa ausência de egoísmo nas intenções. A maneira como tudo isso deve ser posto em prática de modo que seja adequado para cada temperamento, é, naturalmente, tema de experimentação da própria pessoa e da cuidadosa observação de seu iniciador . Isso é de fato uma parte do seu aprendizado, e seu iniciador só pode ajudá-lo com a sua experiência e força de vontade, mas não pode fazer nada mais que isso, até a última e suprema iniciação ( Oye ) , (deká ) .
Asè .
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